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Insisto com a pirataria cara-de-pau la no Licuritura. Confira a segunda das cartas a um jovem blogueiro.
E no Licuri no Picadeiro tem imagens do curso de férias do Picolino registrado pela TV Bahia.
Escrito por Marcus Gusmão às 19:04
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I
Existem outros tipos de comentários sobre o Licuri além dos que constam na caixa ao final de cada post. Tem aqueles feitos por e-mail (gusmaomarcus@gmail.com), por pessoas que preferem discrição e anonimato. Escrever no blog é uma forma de exposição que nem todo mundo fica a fim de encarar. Isto é péssimo para o blogueiro que quer se amostrar porque muitos elogios costumam vir desta maneira. Mas, como disse Meg, o melhor comentário é aquele que se atém ao post, que dialoga com ele, que amplia o debate. É melhor para o blog, é melhor para quem lê.
Tem o comentário via telefone ou em volta de uma mesa, normalmente feito por amigos, pelo meu conselho editorial. Este eu usava diariamente no começo do Licuri e muitos posts morreram no meu computador vetados por eles (graças a Deus). Mas cada dia uso menos meu conselho editorial (graças a Deus). Como a criança que tira a rodinha da bicicleta quando julga que pode abrir mão delas corro mais riscos. Mas ganho autonomia, mesmo assumindo a conta da cara quebrada que vem junto com ela. E tem o comentário de alcova e este eu não posso e nem quero dispensar. Este é de quem paga a conta junto comigo, pelo bem ou pelo mal. Todo este lero e o que vem adiante é para explicar o post de ontem e outros mais recentes. Meu conselho editorial está em pânico por mim por conta destas pedadadas de desabafo, mas continuo...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:14
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II
...Sei que extrapolei no post de ontem. Desconsiderei o conselho do meu parceiro Rilke e abusei da ironia (confira o próximo post das cartas a um jovem blogueiro, no Licuritura). Abri duas frentes de desgaste e queimação: com o governo e com o jornal A Tarde. Mas tinha necessidade de dizer aquilo, há dias que vinha com os dois atravessados na garganta. Foi um desabafo que me fez muito bem. Com o governo, mesmo que isto possa denunciar uma possível frustração por não ter ficado, foi pelas escolhas mais políticas do que técnicas, mais de apadrinhamento ou conveniência política ou pessoal do que pelo interesse, digamos, público. Vivi isso também na saída da Sefaz...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:10
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III
...Não sou a favor da reserva de mercado para jornalistas. Considero, por exemplo, Juliana Cunha uma das melhores jornalistas de A Tarde. Ela é estudante de letras e está injustamente escondida numa coluna do caderno 10. Merecia a página de Opinião. Leila é administradora e fez uma excelente trabalho de comunicação interna na Sefaz, dos melhores do governo passado. A questão não é ter ou não um diploma de jornalismo. É o traquejo, o bom-senso e a afinidade com o meio. Ainda me intriga a recusa do jornalista e professor Emiliano José em assumir o comando da comunicação. Logo ele, um dos mais ácidos críticos à atuação da Agecom. Perdeu a oportunidade de mostrar como se faz...(não resisto e apelo de novo para a ironia – sai satanás)...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:09
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IV ... quanto ao jornal A Tarde, é resultado de uma relação de amor e ódio. A Tarde faz parte da minha vida como leitor e como jornalista. Foi pelo jornal que acompanhei as primeiras notícias impressas que tive do mundo. Jornal que lia quase diariamente aos 14 anos, por conselho de um professor como forma de me preparar para o concurso da Escola Técnica, já que em Conquista não havia cursinhos preparatórios. Jornal onde vi pela primeira vez meu nome impresso, na lista de aprovados na Escola Técnica, e pela segunda vez, na lista da UFBA. A Tarde foi meu primeiro emprego de carteira assinada depois de formado. Trabalhava durante o dia na Tribuna como repórter e à noite na Tarde como revisor (até hoje não entendo como tiveram a coragem de me contratar). A revisão era a porta de entrada do jornal, por ali passavam quase todos os jornalistas. Mas não aguentei nem um ano. Resolvi que era melhor ser repórter na Tribuna e pedi demissão na Tarde, sem esperar aquela vaga na redação, a cenoura de estímulo na frente dos burros de carga, que perdiam as noites na revisão esperando a sua vez. Não tive paciência. Também não tive paciência com a Tribuna e caí fora antes de completar um ano. Achei uma pauta chata, fui para casa e só apareci três dias depois no jornal. Para ser demitido, é claro. Já disse aqui que antes de casar e ter filhos nunca havia tirado férias porque simplesmente nunca havia completado um ano num lugar...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:07
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V
...Devo ao jornal A Tarde e a pessoas que ali ainda trabalham meu retorno profissional. Depois de mais de dois anos desconectado, completamente fora do ar, resolvi que queria voltar a trabalhar. Era agosto de 1990. Estava no pátio do ICBA, onde ia para ler e ouvir música quando comecei a sair de casa depois da depressão. Criei coragem, comprei uma ficha (lembra delas?) e liguei. Havia uma vaga para cobrir férias e eu começaria no dia seguinte. E agora? Tinha dúvida se ainda sabia escrever a máquina (lembra delas?), se conseguiria entregar uma matéria pronta no final da manhã (quanto mais duas, como faziam os demais jornalistas, façanha que poucas vezes consegui). Mas deu tudo certo. Cobri um protesto de estudantes, não me lembro contra quem, e a matéria deu chamada de capa. No final do mês passei a colaborar como free-lancer para o caderno dois, numa relação ideal para mim. Fazia matérias mais frias, tinha um prazo mais flexível. Mesmo assim já deixei muito editor em apuros...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:06
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VI
... Tudo isso aí acima pra dizer que eu não devia cuspir no prato. Mas tenho o hábito de criticar quem gosto. Meus amigos pedem a morte. Nem me venha pedir opinião em busca de consolo que o tiro pode sair pela culatra. É jogo duro. Um veículo que pretende vender a imagem de independente não pode se dar ao luxo de cometer certos desvios. Noblat fez um belo trabalho, uma bela faxina quando aqui esteve para organizar o baba. Acabou vencido porque atirou demais, exagerou na dose. Mas abriu caminho para uma nova geração, que bem ou mal, tomou um rumo melhor. O problema é que os anos de secura publicitária por conta da briga com o governo anterior gerou enorme benevolência com o atual e desligou o desconfiômetro dos dirigentes. Será que o leitor não nota?...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:03
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VII
... digo benevolência porque passei boa parte do meu tempo como assessor da Fazenda respondendo às criticas da oposição veiculadas no jornal. Tudo bem, faz parte do trabalho. Era minha função e obrigação. O problema era que muitas vezes emprenhavam o jornalista com informações equivocadas e parciais, que geravam matérias esdrúxulas. Exemplo?...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:02
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VIII
...Toca o telefone. No outro lado da linha, Marconi de Souza:
_O repasse de ICMS para para prefeituras aumentou muito
nesta véspera de eleição municipal. Quero falar com o
secretário, saber se tem falcatrua política neste aumento.
Antes de saber do secretário sobre a tal falcatrua,
fui a um técnico. De fato o gráfico de arrecadação
havia registrado um pico no mês de agosto, resultado
de uma anistia fiscal para devedores de ICMS (Refis).
Mas o repasse do ICMS para prefeituras é automático,
num percentual definido anualmente e aprovado
pela Assembléia Legislativa a partir de um cálculo
que leva em conta o porte, a população e a geração
de impostos de cada município. O cálculo é
automático e o dinheiro nem entra no caixa do
Estado, vai direto para conta da prefeitura.
Mesmo se quisesse, o governador não poderia
alterar estes valores. Você entendeu? Marconi não.
Insistiu com a suspeita no dia seguinte e
ainda colocou o seguinte: Questionado,
o assessor de imprensa da Sefaz, Marcus Gusmão,
disse: isto é lá pergunta que se faça ao secretário?.
Ainda saí da história como puxa-saco e subserviente.
É mole ou quer mais?... Tem histórias também com
Samuel Celestino, este que agora é uma gosma só na
babação do governo, mas não tenho tempo nem
mais saco. Um dia quem sabe...
Escrito por Marcus Gusmão às 21:01
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IX
...Ufa! Tá expricado? Termino esta overdose de posts sobre o mesmo tema com uma frase adaptada de outra, que ficava na mesa de minha amiga Leila:
“Não quero ter razão, quero ter opinião”
Escrito por Marcus Gusmão às 20:50
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Robinson, ao fundo, mostra a Wagner a sua fórmula do sucesso.
Em vez de me chamar para ser o novo assessor geral de comunicação do Estado, o governador Jaques Wagner preferiu Robinson Santos Almeida, engenheiro eletricista. Robinson entende tanto de redação como eu entendo de subestação. Trabalhei cinco anos na Coelba e visitei muitas subestações neste período. O engenheiro Robinson, como assessor do deputado Walter Pinheiro, também visitou muitas redações. Estamos empatados.
Na primeira declaração, no dia da posse, Robinson disse que sua matéria prima seria a verdade. Começou mentindo.
Assessor de comunicação de lugar nenhum do mundo em nenhum tempo trabalhou com a verdade. Assessor trabalha com a versão – às vezes com aversão, mas aí aguenta e toca o barco ou pula fora, como Ricardo Kotscho fez no governo federal.
Mas Wagner acertou porque o engenheiro eletricista acabou se revelando um autêntico alquimista. Nenhum jornalista faria o que ele fez.
Em poucos dias, transformou o até então combativo e investigativo jornal A Tarde numa versão mutante de Diário Oficial.
Escrito por Marcus Gusmão às 14:08
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Depois de muito banho de rio, a renca volta de férias a bordo da camicleta azul, IPVA 2004. Se você tem mais de trinta e muitos, só clicando aqui para saber o que é uma camicleta.
Escrito por Marcus Gusmão às 13:42
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 E, por onde passam as legiões bandeirantes, surgem povoados, levantam-se arraiaes. Em Matto Grosso, Paschoal Moreira funda Cuyabá... Na Bahia, João Amaro Maciel Parente funda a villa de João Amaro....
Investem para o Sul, até o rio da Prata, avançam para Oeste, até os contra-fortes dos Andes... percorrem o Norte, povoam o Nordeste... Legiões de bandeirantes entram em Goyaz, surgem no Pará. Outros vão dar na bacia amazônica. Moraes Navarro e Mathias Cardoso, salvam o Nordeste derrotando os barbaros no Maranhão, Piauhy, Ceará e Rio Grande do Norte, João Amaro arraza os indios revoltados da Bahia. Domingos Jorge Velho estirpa o kisto negro dos Palmares. Ha bandeiras anonymas no Amazonas, no Perú, por todo o immenso territorio sul-americano, em lutas com indios e castelhanos. Legiões paulistas concorrem para a "restauração de Pernambuco" em poder dos hollandezes.
"Os paulistas - na phrase de Euclydes da Cunha - desarranjavam toda a geographia sul-americana".
Texto publicado na Folha da Manhã, quinta-feira, 25 de janeiro de 1940. Banco de dados Folha.
Leia também sobre João Amaro no especial Rio Paraguaçu, assinado por Cleidiana Ramos e publicado em A Tarde On Line.
Escrito por Marcus Gusmão às 22:04
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"A ESTAÇÃO: A estação de João Amaro foi aberta pela E. F. Central da Bahia como estação terminal no prolongamento de sua linha principal, em 1885. Em 1888 a linha foi prolongada até Bandeira de Mello. As fontes de datas são conflitantes nas diversas literaturas. Segundo Cesar Lima, a estação "ainda existe e está inteirinha", em 06/2005. "
Que bom se ela de fato estivesse ainda inteirinha...
Escrito por Marcus Gusmão às 19:27
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João Amaro - hoje distrito de Iaçu, mas que foi o núcleo de povoação inicial - é parte da ancestralidade da minha renca. No cemitério da cidade, ao lado de uma igreja construída pelos jesuítas, estão os quatro avós e tios de Rubem Reis e tetravós das crianças. Como seu Rubem está nos seus vigorosos 86 anos, estamos falando de gente que viveu ali pelo século XVIII. Em João Amaro está também dona Ludu, mulher de seu Rubem, a avó querida de Soraya, e que chamava Luísa de Garrinchinha e André de Muquequinha. Pena que Maria não chegou a tempo de ganhar também seu apelido.
Em João Amaro seu Rubem viveu a infância. E gosta de voltar ao seu lugar e de recordar histórias...
Histórias que Soraya sonha ainda em resgatar mais a fundo.
Escrito por Marcus Gusmão às 19:13
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O BLAG NO AR
Opaió...
O cara criou coragem, botou o BLAG na rua. E eu só posso é ficar mais feliz por ter mais uma pessoa do bem aqui do lado esquerdo do Licuri.
Bem-vindo, Nilson Pedro!
Escrito por Marcus Gusmão às 14:57
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A feira de Macondo/Iaçu hoje esteve bem variada. Encontrei licuri, este coco pequeno, a três litros por R$1, coco da Bahia a R$ 0,50...
Escrito por Marcus Gusmão às 10:49
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...teiú a R$ 12, camaleão a R$14, preá a R$3...
Escrito por Marcus Gusmão às 10:45
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 ...fêmea de tatu bola (mais raro do que o verdadeiro e o peba), a R$25...
Escrito por Marcus Gusmão às 10:39
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...e se você prefere o bicho vivo, periquito a R$ 4.
Escrito por Marcus Gusmão às 10:37
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E, ao voltar da feira, constatei a contribuição de Macondo para o aquecimento global...
Escrito por Marcus Gusmão às 10:35
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...e para o extermínio da flora do semi-árido.
Nota Importante,
As fotos de bichos expostas acima não têm a intenção de provocar os barnabés do IBAMA para que eles se exibam diante das câmeras, nem apareçam nos jornais com miseráveis assustados, presos por crime ambiental. Por favor, vão aparecer em outro lugar.
O que Macondo/Iaçu precisa é de educação ambiental. Nem governo municipal, nem governo estadual, nem governo federal move um dedo neste sentido. Alguém conhece uma ONG que possa se interessar??????
Escrito por Marcus Gusmão às 10:27
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Turista terá mais segurança
Negócios
Especial de Lisboa
O governo baiano vai criar um setor de polícia militar especialmente para o policiamento das áreas turísticas, na capital e no interior. Será o Politur.
O anúncio foi feito ontem pelo governador Jaques Wagner ao falar pra 130 empresários portugueses e espanhóis no Hotel Pestana Palace, em Lisboa, quando ele descreveu as potencialidades da Bahia
num esforço para atrair novos investimentos e ampliar os atuais.
Esta é a manchete e os dois primeiros parágrafos (lead e o sublead) da matéria de capa de um dos principais cadernos de um jornal que circulou hoje. O título é afirmativo e o verbo garante o sucesso no futuro. Com isso, o jornal não só noticia uma idéia do novo governador da Bahia anunciada aos portugueses, como também já antecipa o resultado positivo. Assina um cheque em branco. Como a notícia estava recortada e não consegui onde saiu, peço a sua ajuda caro leitor do Licuri, para saber que jornal é esse e o por quê de tanta confiança nos resultados do governo:
a) Diário Oficial do Estado
b) Jornal da Bahiatursa
c) Jornal da Secretaria de Turismo
d) Jornal do Interior, que publica releases oficiais em troca de anúncio
e) NRA
Escrito por Marcus Gusmão às 19:08
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O Carnaval é invenção do...
“Carnaval: custo da folia sofrerá cortes”. O título de uma das chamadas de capa do jornal A Tarde de hoje tem um viés positivo. Cortar custos é moda no mundo empresarial/público e uma prefeitura que se propõe a cortar custos está no caminho certo. Certo? Errado. O título amigável, talvez por descuido do redator, esconde um desastre administrativo, revelado pela matéria de Danile Rebouças.
O Carnaval administrado pela prefeitura está falido. A menos de um mês do começo da folia a prefeitura só captou R$1,6 milhão de patrocínio para a maior festa popular do planeta. Para o Festival de Verão, que acontece até domingo, a rede Bahia conseguiu R$ 10,15 milhões somente dos patrocinadores das cotas principais – Skol, Seda, Vivo, Pepsi e Sony, informa a matéria.
Qual a dificuldade da prefeitura?
A publicitária Sharon Hess, explica na matéria. “Quem capta patrocínio é o dono do projeto, só ele é quem consegue vender bem”. Acontece que Forrest John repassou o trabalho para as agências de publicidade e ficou olhando a banda passar.
Mas é fácil entender. John é evangélico. Mesmo com toda a experiência que os evangélicos têm em coletar dízimo, nosso Forrest não iria se sentir confortável pedindo patrocínio para um negócio que é invenção do diabo, mesmo que Deus tenha abençoado.
Escrito por Marcus Gusmão às 13:33
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Semana passada Ontem
Será que estão clipando o licuri?
Os desatentos da Pituba não correm mais risco de extinção. Nosso prefeito mandou finalmente uma equipe de engenheiros e especialistas realizar mais uma obra.
Eles deslocaram o farol para carros em uns 15 graus para a direita, direcionando-o para o lugar certo e não mais para os pedestres incautos como estava na semana passada e foi registrado aqui no Licuri. Pronto. Agora sim. Vou ligar a televisão hoje a noite e esperar aquela moça no horário nobre mostrar a sinaleira ajustada e fechar o comercial como slogan que só agora entendo e que diz mais ou menos assim. ”É com pequenas obras que se faz um grande governo”.
Escrito por Marcus Gusmão às 13:14
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Será que já estão clipando blog nas assessorias de imprensa? Para você que não é da área, o clipping é uma das principais ferramentas de uma AI. Nela o dia começa, bem ou mal. Bem, caso aquela matéria com foto e tudo num jornal de circulação nacional traga o belo ou a bela que você assessora - normalmente esta pessoa que você assessora diz que não gosta de aparecer mas você não deve acreditar nela para o bem do seu emprego. O dia começa ótimo também quando finalmente aquele projeto menina dos olhos do patrão ganha o destaque merecido.
Começa mal quando o jornal desce o cacete, com razão ou sem razão, no belo ou na bela, ou no serviço ou produto que você ajuda a vender.
O clipping é poderoso. Ali tá a voz do povo, uma fatia da tal opinião pública. Note que sempre há uma cartinha irada no jornal ou um telefonema ao vivo para o programa de rádio de grande audiência. E estes desabafos funcionam. As vezes um probleminha que se arrasta há anos se resolve com quatro linhas no jornal.
Portanto anote aí. Não tem maneira mais direta e eficiente de chegar a um poderoso do que emplacando uma notinha no clipping.
Como sou jornalista, as pessoas sempre me trazem denúncias. Explico que há muito estou fora de redação mas dou o caminho das pedras: faça uma carta do leitor, ligue para o programa de rádio, vá pessoalmente ao jornal e fale com o jornalista de plantão. Funciona mesmo.
Mas todo este lero-lero é para explicar o próximo post, que abre assim: será que estão clipando o licuri?
Escrito por Marcus Gusmão às 13:10
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P&B
Você é desenvolvido ou primitivo? Confira no SARAPATEL.
Escrito por Marcus Gusmão às 11:29
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De olho no dinherin da nova schin, nosso querido prefeito Forrest John resolveu melhorar a orla de Salvador sem gastar o que não tem na prefeitura. Sua mente brilhou e ele decidiu: Vou realizar mais ainda. Resolveu fazer um grande conjunto residencial linear da Praia do Corsário a Itapoã. Assim ele resolveria de uma só penada uma questão turístico-urbanística e outra habitacional...
Escrito por Marcus Gusmão às 11:23
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...Só que os burocratas do Ministério Público avaliaram, pensaram, meditaram, analisaram e depois de uns meses, depois que a metade do conjunto habitacional estava pronto, resolveram embargar. Não Pode. Esta é uma área de preservação ambiental, concluíram depois de inúmeros estudos complexos, profundos e detalhados sobre um determinado parágrafo da lei ambiental. Deve ser por isso que se ganha bons salários no MP...
Escrito por Marcus Gusmão às 11:21
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...O resultado vejo eu, vê você e vê também a Vênus de Botticelli que toma banho de sol indiferente, em meio à bagunça. Ela vei combater a brancura nesta terra de vocação turística internacional. A praia é hoje canteiro de obras paralisado. Só Deus, nosso Forrest John e o ágil MP sabem até quando...
Escrito por Marcus Gusmão às 11:04
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...E eu que outro dia fiz poesia para minha Maria ao encontrar uma conchinha azul de plástico na areia, poesia de gosto duvidoso mas carregada de amor paterno, vou precisar de mais imaginação.
Vou fazer poemas concretos com o entulho que cobre a praia.
Escrito por Marcus Gusmão às 11:02
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"Juro por Apolo Médico, por Esculápio, por Higéia, por Panacéia...
Tico era um menino esperto. Tinha 10 anos em 1985. Acompanhava o pai, ajudava o pai e era curioso. Foi atropelado quando brincava de montar uns cavalos que viviam soltos no seu bairro em Feira de Santana. Levado ao hospital Clériston Andrade, recebeu como tratamento soro em uma maca sem lençol durante quase dois dias. Morreu de politraumatismo sem direito a uma radiografia sequer. Morreu não, foi assassinado.
Comentava situações como essa com um médico. Ele contou que certa vez operou um garoto num hospital público onde era plantonista no interior. Junto com um colega fez um cirurgia de hérnia umbilical, procedimento relativamente simples. Uma semana depois voltou para o plantão semanal e encontrou a criança prostrada, com infecção grave porque não haviam sequer trocado o curativo em uma semana. Não haviam tocado no menino. Morreu com septicemia. Morreu não, foi assassinado.
Em um hospital municipal no interior, médico recém-formado, com salário em torno de R$ 10 mil, com casa paga pela prefeitura (PSF) e caminhonete 4x4 reluzente na porta, prescreveu uma dose de medicamento para um paciente na emergência. O atendente de enfermagem recusou-se a aplicar. Tinha certeza que aquela dose era pelo menos o dobro da habitualmente utilizada.
Diante da recusa, o médico se entregou: numa situação dessas vocês aplicam quanto? Este aí é sério candidato a serial killer.
Esta semana uma quintanista de medicina viveu uma cena que não consegue esquecer. Nem eu depois que ela me contou. Criança de cinco anos entubada num hospital público de Salvador. Ela olhou o prontuário e viu que não havia indicação de entubamento. O tratamento seria outro. A criança teve uma parada cardíaca seguida de edema de glote. Ela questionou porque não foi feita uma traqueostomia. Ninguém explicou. Numa seguência de procedimentos inadequados e não indicados a criança foi assassinada.
E o pior da história. A mãe em prantos abraçava a estudante - que ainda não acostumada nem calejada o suficiente chorava também - e repetia: Obrigado doutora, eu sei que vocês fizeram tudo para salvar o meu filho.
Escrito por Marcus Gusmão às 20:27
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Ela me mandou um e-mail curto outro dia avisando que havia iniciado seu blog, discreta como sempre. Visitei umas duas vezes, gostei tanto das poesias que por uns momentos achei que ela havia esquecido de creditar o poeta(forma estranha esta minha de elogiar. Mas é elogio sim).
Perdi o endereço. Eis que rencontro novamente a poesia de Kátia Borges(são duas as Kátia Borges que conheço, a outra anda prometendo também). A partir agora, ela estará aí na barra esquerda, ao nosso alcance.
Se você gosta de gente e gosta de poesia, fique então com katita ou Madamek:
Esquecer o passado é a melhor forma de equilibrar os pratos e caminhar nesse arame fino, fio de cobre, sobre o mar. Esquecer o passado é esquecer de olhar para baixo. É a melhor receita de bolo, para não solar, é a melhor receita mesmo se não dá para ancorar o seu navio no espaço.
Escrito por Marcus Gusmão às 19:52
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 Pobre sofisticado estilo americano
Vou sugerir ao IBGE a criação da classe PS - Pobre Sofisticado para que eu possa me sentir representado no próximo censo. Este negócio de classes A, B, C, D, E é insuficiente e impreciso.
Os caras pegam nossa escolaridade superior, somam com minha pós-graduação num MBA caça-níqueis de fim de semana na FGV, mais alguns eletro-eletrônicos vagabundos, um carro velho, valores brutos dos contracheques meu e de Soraya (antes da desidratação dos descontos), apertamento financiado num conjuntão no Pau da Lima, acrescentam muitos pontos à presença de uma assalariada de salário mínimo semi-escrava em casa e nos define como classe A. Definição errada e mentirosa.
De fato, nossos filhos estudam nos melhores colégios da cidade. Mas isto é questão de honra para pobres sofisticados. Comemos verduras, frutas, feijão verde, bebemos suco integral. Almoçamos – as vezes - aos domingos em restaurantes naturais, naturalmente mais caros. Pagamos consultas particulares a médicos alternativos. Compramos livros e discos de vez em quando. Não podemos freqüentar as lojas da Alameda das Espatódias. Mas compramos na tock & stock, a loja símbolo do pobre sofisticado. Vivemos mulambentos mas nossos filhos andam arrumadinhos e isso custa. E, finalmente, somos muito pobres porque pagamos uma fortuna de juros ao banco riquíssimo (às custas dos pobres) chamado Bradesco e à Wal Mart no final do mês para manter em dia estes hábitos de pobres sofisticados. Como esta condição de pobre e de sofisticado nos dá acesso aos dois mundos, a gente sofre também de uma certa esquizofrenia social. Pertencemos e não pertencemos integralmente a nenhum destes dois mundos.
Pobre sofisticado? Não seria pobre metido a besta?
Escrito por Marcus Gusmão às 14:13
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A primeira voz dissonante veio da garotada do Filosofia de Privada. Juliana Cunha prometeu detonar a exposição Salvador Negroamor na próxima terça na sua coluna Torneirinha, no caderno 10 de A Tarde, direcionado ao público adolescente. E adiantou que tentou levantar o custo e quanto seria dinheiro público mas “a tia da acessória (grifou assim mesmo, de sacanagem) de imprensa achou esta informação muito difícil”. Hoje, na coluna de Opinião de A Tarde Climaco Dias, um geógrafo antenado, bateu forte. “Na verdade o grande ganhador é o fotógrafo que em uma cidade de centenas de artistas paupérrimos consegue fazer uma exposição milionária com dinheiro público. Já pensaram na auto-estima que seria uma exposição nessa dimensão, feita por todos os fotógrafos negros desta cidade?” (Leia a ítegra no FdP).
Juliana e Clímaco são corajosos. É raro e difícil ir de encontro a unanimidades nesta terra. Aqui todo mundo é amigo e compadre.
Não se pode negar que a idéia de colocar a cidade diante de si, em 1501 imagens de todos os tamanhos e formas é engenhosa .
Mas tem uma coisa que não bate, falta algo de essência.
Como fotógrafo, Guerra é um grande publicitário. As imagens são belas mas falta impacto, numa espécie de pasteurização comum no discurso publicitário.
E nesta linha de arte pública com dinheiro público Guerra sucede outros artistas. Se na Bahia até pouco tempo as intervenções públicas eram feitas por uma comunidade formada por Mario Cravo, Carlos Bastos, Tati Moreno e outras figuras ligadas ao poder até então vigente, agora é a vez do novo poder colocar os seus artistas na rua. Sempre foi assim desde a Grécia, passando pela idade média e Rússia Soviética [o poster soviético acima com uma velhinha parabenizando o Komssomol (juventude soviética) não seria uma prévia tipo Vermelho amor?]
Guerra, como uma espécie de princesa Izabel das artes, se empenha com toda a boa vontade do mundo para jogar luz e amor sobre a cultura e o povo negros. Mas como bem diz Clímaco, não precisa posar de pioneiro.
Escrito por Marcus Gusmão às 18:59
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 Dine & Mateus
Não fui ao encontro da minha renca em Iaçu este fim de semana por causa de um compromisso sagrado: cantar parabéns para Mateus Malzoni Gusmão, esse buguelo ai de cima, na foto que também completa um ano hoje. Filho de Gabriela, oitavo neto de dona Edith e primeiro da vó coruja Moema, que veio lá da terra do Padre Cícero especialmente para a data querida.
Parabéns Mateus, você é um cara de sorte. Pelo jeito, pela felicidade, pelo aconchego revelados na imagem, você tá garantido. Começou bem neste mundo.
Parabéns Gabriela, parabéns também meu irmão, você sabe o quanto eu te amo.
Escrito por Marcus Gusmão às 12:04
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Cartas a um jovem blogueiro
Plágio vagabundo e resumido, numa parceria 171 e involuntária entre Marcus Gusmão e Rainer Maria Rilke (Primeira carta/e-mail) Paris, 17 de fevereiro de 1903/Salvador, 19 de janeiro de 2007.
Confira na estréia de Licuritura

Atualizado em 20/01:
Já tem também protesto poético contra o BBB no Licuritura.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:08
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A bagunça está na mesa
Peguei os volumes espalhados pelo caos da casa e juntei na mesa. Eis o retrato das leituras interrompidas, de tudo que comecei a ler nos últimos dias por necessidade profissional, interesse pessoal, vaidade ou casualidade e que fico bicando aqui e ali... Além de me amostrar, aproveito para colocar ordem este minha compulsão DDA. Tornando público o que tento ler me dá o compromisso de ler. Então vamos lá:
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Almanaque Picolino - para trabalhar no circo, para entender o circo. O Almanaque, editado em 2004 para comemorar os 18 anos do Picolino tem 128 páginas de história e arte. Quem quiser, pode comprar via site da Picolino.
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Delenda Carthago - CD de Paulo Dantão. – O cara é cantor e poeta. Li até o final todas as letras com uma lupa porque estão em corpo 5 e ouvi pela metade cada uma delas. Fiquei surpreso com a força da poesia.
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Intermitências, de Saramago – este espera desde o dia dos pais do ano passado, fiz um post sobre o primeiro capítulo e...
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Piauí: já tenho toda a coleção em casa e agora está mais grave. Além de não conseguir escrever na Piauí eu não estou conguindo ler a Piauí.
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A amizade, de Cícero – Li algumas partes quando postei sobre o assunto no finado primeiro Licuri . É um guia prático sobre a amizade que deve ser relido a cada dia...um dia eu consigo.
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Cavalo Santo – Primeiro livro de Luiz Afonso. Uma espécie de memória da década porralouca de 60, começa narrando uma viagem a mangue seco quando era ainda um dos paraísos desconhecidos da Bahia.
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O Processo, de Kafka – Primeira leitura de uma vasta bibliografia que tenho de dar conta antes de começar o projeto do livro com Mazinho. Li só os dois primeiro capítulos mas a apresentação de Modesto Carone me obriga a ler Cirme e Castigo também. Os estudiosos de Kafka garantem que ele se inspirou em Dostoievski.
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Bravo – A Abril me considera um formador de opinião e me manda de grátis algumas assinaturas. E como Kafka está me perseguindo, tem uma página sobre uma nova biografia em quadrinhos lançada recentemente.
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Rilke – Comprei esta edição de bolso por seis contos. E o interessante é que na mesma Praga onde vivia o garoto de oito anos Franz Kafka vivia o bebê Rainer Maria Rilke. Agora é que eu vou ler mesmo.
Decidi criar meu terceiro blog: Licuritura. Mas isto é assunto para o próximo post.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:06
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Da cabeça...
Saí da UNEB e fui ao shopping torrar o resto do limite do cartão e cuidar da cabeça e dos pés. Passei na Siciliano comprei por R$59 a mais recente tradução de Crime e Castigo, primeira direta do russo para o português. Fica feio um cara que andou pelas mesmas ruas de Raskonilkof não ter lido CeC até o final. E meu reencontro com Dostoievski e Kafka tem a ver com este meu novo momento profissional. (se amostra cara, se amostra)
....aos pés
Em seguida passei na mister cat, comprei um par de sandálias por R$99 e ganhei férias para os pés. Com este calor de quase 40 graus - e de sensação térmica de 60 - os pés pedem respiração.
Passei dois anos na assessoria geral do Estado, quando integrei a equipe de office boys da informação do governador. Lá tinha que usar paletó e gravata. Depois na SEFAZ fui largando o paletó de lado e nunca mais havia usado. Agora é a liberdade total para os pés no universo discontraído da universidade.

Escrito por Marcus Gusmão às 21:05
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E republico mais um post em homenagem ao meu novo momento profissional:

Escrito por Marcus Gusmão às 21:05
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Republico este post em homenagem
ao nosso prefeito Forrest John.
Associo inteligência à capacidade humana de ler sinais,
de ver além do visível, do óbvio. Exemplos universais? Galileu e Einstein.
Também admiro quem consegue sacar um pouco além das aparências do teatro humano, como Chekov e Machado de Assis.
Mas estou quase mudandno de opinião. Descobri ultimamente quem são
os verdaeiros gênios da humanidade: aqueles que se fazem de besta.
Que se passam por idiotas.
Lacei a gravura aqui
Escrito por Marcus Gusmão às 20:58
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Quase fui atropelado ontem. E a culpa é de João Henrique, o nosso prefeito Forrest Gump, como bem definiu um amigo. Observe bem esta faixa e este sinal verde acima. O Sinal verde diante da faixa acende junto com o sinal verde que libera os carros para avançarem sobre a faixa. Do lado tem uma mãozinha vermelha para os mais atentos. Só que eu não pertenço ao mundo dos mais atentos. Esta esfera verde está ali apenas para assassinar os menos atentos. Ela não tem utilidade nenhuma, já que em frente dela não há fluxo de carro. Que diabos ela faz ali?
 João Henrique confere pessoalmente o sistema de transporte coletivo de Salvador.
Estou por aqui com esse João. O mérito de João é ter cara de besta. E para me livrar desta cara de besta vou aderir no ato assim que surgir um movimento no estilo Xô João, Desinfeta João, Vai pra casa João, Se pique João, Vai ser pastor João, Vá pros quintos João, ou a qualquer quixotesca campanha que sirva pra impedir que ele não consiga de novo enganar os miseráveis de Salvador nas próximas eleições.
A sinaleira assassina acima, na Pituba (em frente à ASBAC), é gerenciada pela SET uma organização administrada por João para arrecadar 19 milhões por ano em multas que eles afirmam aplicar em sinaleiras, educação para o trânsito e na compra de mais viaturas (para faturar mais multas). Você acredita?
O jornal A Tarde acreditou. Chegou perto da verdade, mas a boa de papo Cristina Aragom conseguiu enganar a repórter Jane Fernandes, que escreveu o seguinte numa matéria do dia 04 de janeiro, em que revela a fábrica de multas: “Na planilha de custos consultada por Aragon diante da equipe de reportagem, há indicações de que R$200 mil são investidos mesalmente na colocação, troca e manutençãode sinalização horizontal e vertical”
Ou seja, aragon não passou a planilha para a jornalista, que engoliu a sua versão carochinha para o destino dos nossos R$19 milhões arrecadados graças a dezenas de radares em tocais espalhadas estrategicamente pela cidade.
E quem se lembra das campanhas de João contra taxas, impostos e multas?
Escrito por Marcus Gusmão às 12:20
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 Não tenho nenhuma simpatia por assaltantes. Não acho que a polícia deva alisar. Sei que a situação é crítica e que há guerra nas ruas. Sei também que se o policial vacilar, dança. Mas não tem outra definição para esta cena da foto, da detenção de um suspeito, publicada hoje na capa de A Tarde. Covardia. Pura covardia.
Atualizado: reclame na Ouvidoria da PM e na Ouvidoria do Estado
Escrito por Marcus Gusmão às 12:20
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ATUALIZADO EM 03 DE FEVEREIRO: A MORTE DA MEG FOI UMA BRINCADEIRA. MAU GOSTO OU NÃO, PRODUTO DE CARÊNCIA OU NÃO, UM GOLPE DE MARKETING OU NÃO. MAS TUDO INDICA QUE MEG AINDA ESTEJA VIVA EMBORA SEU BLOG TENHA MORRIDO DE FATO.
LIÇÃO : NÃO ACREDITE DE CARA NO QUE VOCÊ LÊ NA INTERNET.
DE QUALQUER MANEIRA MANTENHO O POST E CONSIDERO AINDA INTERESSANTES AS IDÉIAS DELA SOBRE BLOG. SOBRE BLOGAR.
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE ESTA HISTÓRIA MAL CONTADA ESTÁ NO
http://www.gardenal.org/inagaki/ NO POST DE 28 DE JANEIRO.
Já estava pronto para fazer um post sobre a viagem de volta, meu primeiro dia de trabalho na Uneb, quando li no Montanha a notícia da morte de Meg. Não conhecia a Meg. Li então seus últimos posts e uma entrevista ao Globo em maio de 2002. Gostei muito. Destaco estes trechos:
“...Não há como descrever um blog, Coloco nele tudo que desperta minha admiração, o que me deixa entusiasmada, o que me tira o fôlego. O que me deixa "flabbergasted". Me interesso por tudo, tenho um apetite insaciável pelo mundo. Tenho espírito de filósofo, mesmo. E a Filosofia se interessa por absolutamente tudo: não há limites...”
“...O blog é minha forma preferencial de me comunicar com as pessoas (essa é uma necessidade inerente ao ser humano, não é?). Então, é isso: o blog tornou-se uma parte importante da minha forma de vida, atualmente. Não é tudo, mas modificou muito a minha vida. E com os visitantes eu partilho as coisas de que gosto, as de que não gosto e só de saber que existe quem leia já é ótimo. Elas conferem a alteridade ao que expresso...”
“...sou de opinião que só se deve comentar como uma solicitação do assunto do post. Não o comente burocrático, como forma de cordialidade. É como dizia sabiamente o Paulo Francis: “Gosto que as pessoas me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir”.
”Os blogs são a expressão da vontade de seus donos. Mas se não houver links não é blog. É qualquer outra coisa menos blog. Acho que o grande diferencial do blog, é que ele oferece um enriquecimento à parte, para quem o visita. Um blog não pode se esgotar em si mesmo. Ele deve oferecer caminhos, deve permitir que o leitor saia dele com mãos (mentes) cheias, o blogueiro deve mostrar os caminhos que percorreu e oferecer esse caminho de links, URLs, para que o leitor, possa ver o que o blogueiro não viu, possa ir mais além..."
“...Não são as pessoas que se expõem nos blogs. São os blogs que expõem seus autores. O blog, em sua continuidade, denuncia quem somos. E depois, não controlamos o nosso índice de exposição. E finalmente, não há como fazer auditoria da auto-exposição...Quando eu digo expor-se, não me refiro apenas aos blogs confessionais, o blog é um ótimo índice de como somos realmente. Livro aberto pra quem souber ler. Principalmente nos Arquivos...”
“...E entre as mais importantes significações da interatividade está o fato de que os visitantes são ou se tornam co-blogueiros. Escrever um blog é uma tarefa que não se faz sozinho. Vira um trabalho coletivo. Quer no fato de que as pessoas que nos lêem seguem indicações e chegam a outros destinos, vão em frente, como também, suas críticas, seus questionamentos, os que apontam erros nossos, contribuem expressivamente para se saber a quantas se anda..."
Escrito por Marcus Gusmão às 21:55
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Depois daquela viagem toda... tibufffff no Paraguaçu com a renca.
Venha você também para Iaçu.
Foto: Divulgação/Iaçutursa.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:20
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 Let’s travel
Quem vê assim pensa que eu sei inglês. Nunca aprendi. Tinha 17 anos, o sonho de cair na estrada, pegar o Trem da Morte, ir a Cochabamba, depois a Machu Picchu. Era menor, segurei minha onda e resolvi ir à Minas antiga. Passei por Cordisburgo e Itabira (turismo literário), Ouro Preto, Congonhas, subi pela Belém-Brasília, desci costeando o Nordeste até Conquista novamente.
Tudo isso pra contar que encontrei numas dessas quebradas um casal europeu perdido num entroncamento.
Abri um sorriso e perguntei:
_Do you speak english?
_Yeh, Yeh responderam em coro e alegres também! (Finalmente encontaram alguém para conversar)
_I don’t.
Silêncio total. Que situação. Este sou eu desde os 17.
Bom, Let’s travel.
Saí de casa ainda escuro hoje, em direção à minha renca, em Iaçu.
Meia hora depois, olha ele, num disco vermelho no meu retrovisor, na BR 324. Não resisti e parei para fazer a primeira foto.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:43
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Luar do Sertão
O sol continua no meu retrovisor e aí começam as lembranças. A gente vai ficando velho e a infância vai retornando, se aproximando mais. Deve ser por isso que o povo gosta de escrever memórias. E uma das melhores lembranças de infância é a barra do dia aparecendo na estrada de Anagé para Conquista. Eu na boléia do caminhão de tio de Assis, espantado com o vermelho que ia tomando o céu num crescendo até aparecer o disco no horizonte limpo do céu sem nuvens do sertão.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:43
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Ilhas de pedra
Resolvo então perseguir minhas lembranças e sigo pela movimentada BR116 em direção a Milagres em vez de pegar o caminho mais calmo via Ipirá e Itaberaba. Passa Santo Estevão e então de repente se descortina lá embaixo o vale do Paraguaçu. É uma imagem fantástica. São formações que parecem ilhas de pedras, que os geológos chamam de inselbergs, quando numa quase planície de repente desponta uma grande rocha aqui, outra ali. É uma região que atrai praticantes de Asa Delta. Queria ter coragem. Ali perto está Castro Alves, onde vivi dos 9 aos 13 anos.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:41
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 Boca de Pedra
Toda vez que passo aqui lembro do dia em que íamos com minha mãe para Conquista e o ônibus quebrou exatamente neste local. Fiquei impressionado com a pedra e com a palavra Tyresoles. Ela deve pertencer também ao imaginário de milhões de sertanejos. Neste ponto eles já viajaram mais de 1.200 km desde São Paulo, já entraram na Bahia já há uns 300 km. Mas acho que só aqui finalmente recebem as boas vindas de verdade, na placa, no clima, na vegetação. Enfim, eis o sertão.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:40
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Velho Oeste glauberiano
Milagres das pedras. Glauber era fixado neste cenário. Aqui ele recriou o clima de western de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro . A cidade também foi cenário de Os Fuzis, de Ruy Guerra, e mais recentemente, voltou para as telas em uma das cenas de Central do Brasil. Este lugar bate na alma dos sertanejos. É um dos destinos de romarias mas fortes do sertão.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:39
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Finalmente Macondo/Iaçu
E eis que surge minha Macondo, à 10h30. Renca à vista. A outra entrada, via Itaberaba, é mais bonita porque você encontra logo o rio e as pontes. Nesta aqui o primeiro impacto são as chaminés da cerâmica, que geram polêmica na cidade: quem está no poder diz que gera emprego. Quem esta na oposição diz que é fonte de destruição do rio e de poluição. Todos têm razão e ninguém faz nada. Alô, Licuri chamando Ibama mais uma vez!
Lá no alto esquerdo da foto você vê uma pedra de onde se descortina uma das melhores vistas da cidade com o rio e seus meandros e a vastidão do vale. Quando você vier a Iaçu, não deixe de dar uma subida.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:07
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Cheguei a fazer um movimento para continuar como assessor de outra secretaria. Por vaidade, talvez. Mas não deu certo porque eu teria que dar os dois turnos e mais um pouco do meu tempo e não teria nem compensação financeira por isso nem mais tempo disponível para tocar as coisas que estão pintando, como o circo.
A vaidade perdeu, graças a deus.
Segunda-feira estarei de volta à Uneb, depois de nove anos. Vou trabalhar neste prédio verde atrás do pessoal aí na foto. No edifício circular funciona a reitoria, onde muito antigamente era a Biblioteca. Como eu não tenho muita imaginação e costumo locar os cenários dos livros que leio em ambientes de lugares já conhecidos, foi neste prédio circular que adaptei a biblioteca de O nome da Rosa. Segunda-feira, calço as sandálias da humildade e volto, como um monge, para o meu primeiro e agora definitivo monastério da Ordem dos Barnabés.
Escrito por Marcus Gusmão às 22:19
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 Estava a procurar uma imagem para ilustrar o espírito gregário de Marcinha...
A grande notícia do dia é que Márcia Rodrigues, a Marcinha, colocou seu blog no ar. SARAPATEL chega com todos os ingredientes pra dar certo: a rapidez, o humor e o talento para colher e disseminar as notícias que o povo quer saber. Marcinha é uma das pessoas mais gregárias que conheço. Só anda em bando, bandos habitam sua casa, bandos vivem a piscar no seu MSN. Portanto, se você chegou aqui ao Licuri, dê uma passada ali no lado esquerdo, que o SARAPATEL está servido! Mas vá logo. A multidão já tá caindo matando. E tá uma delícia.
Escrito por Marcus Gusmão às 16:23
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Továrichi
Atire o primeiro beijo no coração quem nunca teve dificuldade na escolha do tratamento inicial e final num e-mail. O problema aparece logo no começo: caro (a), amigo (a), prezado (a), querido (a), apenas o nome, um apelido, nada. Quando a pessoa é intima, a dificuldade é menor ou nem existe. O problema é quando você tem medo de ir além ou ficar aquém do grau de ousadia que lhe conferem.
Passado o suplício, seu texto chega logo ao final. Aí o problema aparece de novo: bjs, abraço(s), abração, sds (que pode ser saudações ou saudades), cordialmente, atenciosamente, respeitosamente, beijunda.
Beijo no coração dá ginje, agonia. Tá certo, a intenção é boa, é uma ternura criativa etc, mas dá gastura. E sempre suspeitei que este negócio pode ser uma invenção de um tarado enrustido. Como o coração só é acessível aos cirurgiões cardíacos ou legistas, quem manda beijos no coração para uma moçoila sabe muito bem que vai esbarrar no biquinho ou muito próximo dele. Tem que ter muita intimidade.
Quanto ao beijunda, sofre de imprecisão. E aí a pessoa pode estar falando grego e com certeza vai haver confusão quanto ao alvo. Alguém aí pode responder precisamente o que é e onde fica a bunda?
Pode parecer uma pergunta óbvia, mas não é. Pra uns, bunda pode ser o duplo território que vai deste a dupla covinha acima do cofrinho atééééé você sabe onde. Pra outros mais diretos, é apenas o ponto final.
Na dúvida, pense duas vezes pra quem você vai mandar beijos dirigidos no próximo e-mail.
Escrito por Marcus Gusmão às 13:04
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Ri Maria
Ando tão bem com a vida
Que até plástico no mar tem poesia
Tristeza e perda pra quem esqueceu
Prenda e alegria pra minha Maria
Escrito por Marcus Gusmão às 12:32
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 Hoje pela manhã em Itapuã, por volta de 5h30
Alguém atribuiu a Nietzsche a seguinte frase para valorizar uma caminhada (sempre desconfio quando alguém atribui uma frase a alguém famoso. Acho que o objetivo é apenas valorizar. Se fosse eu ou você que tivesse dito, ninguém levaria a sério): "Nunca tive uma boa idéia sentado”.
Eu também. As idéias boas, as que me motivam, eu tive andando... ou deitado.
E foi na caminhada de hoje pela manhã, num amanhecer nublado, com o farol, o sol entre as nuvens e o barco de pescador no horizonte, que resolvi criar um outro blog.
Picadeiro nasceu de uma espécie de negociação interna. Eu estava prestes a invadir o Licuri com tudo sobre o circo, colocar aqui até o nosso primeiro release, mas uma vozinha interna que me conhece, me aconselhou a separar as coisas, para o bem do Licuri. Está separado. Picadeiro será meu diário de aprendizagem no mundo do circo, debaixo da lona. E o meu primeiro aprendizado no circo não vai ser o trapézio, como eu queria. Vai ser trabalhar o site. Junto com Tiago, Virgínia e Nilson.
E a primeira tarefa deste aprendizado será descobrir como registrar um ponto org. Mas isto eu não descubro andando na praia. Vou primeiro procurar o meu amigo de todas as horas chamado google e depois irei em busca de quem sabe.
D’agora em diante já sabes: se quiseres saber de mim, além de quebrar o Licuri, tens que ir ao Picadeiro!
Escrito por Marcus Gusmão às 10:31
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 Respeitável público: Passei a integrar hoje, junto com Nilson e Emília, a troupe do Circo Picolino. Realizo um sonho de infância pela metade. Infelizmente não vou ser trapezista. Mas de algum modo já me sinto circense só por participar de uma reunião debaixo da lona. Viva o circo!
Escrito por Marcus Gusmão às 23:55
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 A princesa Luluthica nas águas do Paraguaçu...
 ..Pachuluca chupando manga nos domínios de vovô Rubem...
 e Dedé posando para o futuro...
André não gosta de beijo, não gosta de tirar foto. Luísa e Maria se entregam, fazem caras e bocas, mas André fecha os olhos, faz careta, dá as costas. Ele não gosta de ser fotografado e pronto. Tiro na raça mas ele sempre reclama.
Na estrada Amargosa – Santo Antônio nos deparamos com uma paisagem fantástica, da parte de cima de um vale. Paramos o carro e tentei durante meia hora de relógio (se você não sabe baianês aprenda que hora de relógio demooooora que é uma beleza).
Implorei e apelei: pô, cara. Você não vai ter nenhuma foto pra mostrar pro seu filho. Seu pai tem poucas fotos e não tem nenhuma foto com seu avô. Era o que eu mais queria ter e não tenho. Tira a foto pra você quando ficar grande mostrar para os seus filhos, cara. Nada. Soraya tentou também. Nada. Fiquei irritado com o fracasso na autoridade e na sedução, convoquei todos pra dentro do carro, bati a porta e continuei a viagem de cara amarrada.
Sábado em Iaçu, depois de horas no pula-pula da praça, ele pediu um algodão-doce, a décima quinta porcaria do dia. Cedi, porque parque combina com algodão-doce. Quando vi a alegria do moleque voltei à carga: E aí cara, vamos fazer uma foto?
Vamos!
Ops! Aproveitei e fiz todas possíveis dele posando com o algodão doce. Quando acabei ele deu mais uma pista de que as crianças guardam mais do que a gente imagina:
_ Você depois bota a foto no computador da lan house, depois bota ela no papel e me dá pra eu guardar e mostrar pro meu filho?
Escrito por Marcus Gusmão às 17:19
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Estou passado. Acabo de ser convidado para escrever um livro. Eu nunca me imaginei escrevendo um livro. E o convite não vem de alguém desvairado. É de uma pessoa reconhecida naquilo que faz. Uma pessoa que já tem sucesso profissional, que já escreveu ou organizou outros livros e quer dar forma a uma idéia original, uma mistura de ficção e realidade. E ainda me disse que me convidou porque eu sei escrever e ela não !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Desculpa aí o exagero da admiração. Tô admirado e abestalhado. E ainda estou passado!
E tenho pistas para achar que o convite é fruto do Licuri. Olha o bicho rendendo!
Escrito por Marcus Gusmão às 21:23
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Este Fernando Vivas é fodástico, como dizem os garotos la do FdP.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:50
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 Soraya, André e Maria ficaram dormindo enquanto eu e Luluthica acordamos às cinco da madruga para vencer no pedal os 8 km até à roça dos seu Rubem em busca de mangas. A Volta da França que nos aguarde!
Escrito por Marcus Gusmão às 15:35
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Reutilização
Mas na feira de Iaçu não tem só extermínio da biodiversidade da Chapada. Aqui também tem a também o R da reutilização que a turma da reciclagem adora (foto). O vendedor só não sabia dizer o que tinha ali na composição daquele coquetel desinfetante vendido a R$ 0,50 a embalagem pequena e a R$ 1,0 a grande.
Na feira tem também o mesmo abacaxi que você compra a R$ 1,90 na mão dos americanos do Wal-Mart Bom Preço aí em Salvador e eu compro a R$ 0,50 aqui na mão do feirante em Iaçu que pegou a R$ 0,20 ou R$0,30 na mão do produtor. Acho que vou vender abacaxi de Itaberaba na sinaleira do Iguatemi.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:18
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Guernica
_É do Ibama?
_ Não, é do Licuri.
Ele não entendeu e eu não precisei mentir.
_Por quê? É proibido? Eles aparecem aqui? _ Aqui não, mas pro lado do Mucugê, Andaraí e Lençóis eles toma e prende.
Ó-paí-ó. Se eu fosse preá, rato do mato, teiú, tatu, camaleão, mocó, cotia, capivara, veado, jacu, rolinha, cágado d´água, pomba verdadeira ou uma das dezenas destas iguarias eu já teria me mudado pra parte famosa da Chapada Diamantina.
Lá o Ibama funciona. Polícia, seja ela ambiental, federal ou o escambau, assim como a natureza humana em geral, adora um holofote. Onde dá mídia, onde há espaço para a fama, funciona.
Aqui em Macondo/Iaçu, os bichos estão entregues à própria sorte e à rima do lugar.
Nesta imagem acima (feita na feira ontem pela manhã e alterada porque Soraya achou a original repugnante) estão umas 30 preás e mais uns ratos do mato abatidos por um único caçador esta semana. Vendidos a R$ 3 cada. Na imagem abaixo são pombas verdadeiras, vendidas a R$ 4,00.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:00
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Festa do Reis do Seu Abílio ontem na praça de Iaçu. Seu Abílio é este da pirmeira e da última foto, de camisa quadriculada e chapéu cinza. Alegria e som aos 94 anos.
Escrito por Marcus Gusmão às 12:09
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 Hoje é dia do Santo Reis
E do aniversário de Irismar Reis de Oliveira, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Tia Maria foi advertida pela professora que aquele garoto calado e distraído tinha algum problema. Hoje, tia conta esta história com o orgulho de mãe coruja elevada à décima potência como ela sempre foi. De fato, o menino era especial e se tornou também um adulto especial. Virou médico, mestre, doutor, professor livre docente, ganhou o mundo e e continua um garoto distraído e sangue bom. _ Vamos Marcus, levanta! Era uma ordem firme e carinhosa para me tirar da prostração, do buraco existencial de uma bruta depressão em que me meti quando tinha 20 e tantos anos e que de lá não sairia não fosse a sua ajuda. Além de me acompanhar em todo o tratamento, ele saía da sua casa na Federação e ia até o Garcia me arrancar da cama, levar para andar na Barra, devolver em casa para só então seguir sua rotina na universidade.
O que dizer a um cara desses hoje e sempre? Parabéns! E, mais uma vez, obrigado!
Escrito por Marcus Gusmão às 08:52
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· Foto dos primeiros dias de grude tirada na base do faz favor por Andréia Viana,há uns 12 verões na bela Camamu.
· Luminária comprada por uns R$15 numa feira tailandesa no Iguatemi no ano passado.
· Porta retrato não custou nada, foi presente.Lulu mais criança e Deco quase bebê.
· Imagem mandada por e-mail por uma amiga gentil que fotografou minha Pachuluca de morcegona no meu colo no Parque da cidade há um mês.
Eu ontem que nem um besta de saudade olhando para minha renca congelada nos porta-retratos: tem preço?
 E se Soraya sonhar como deixei a casa dela hoje na pressa de sair...
Escrito por Marcus Gusmão às 10:10
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Sete velas na prece de ano novo na praia. Vou acender 14.
Esta tal iniciativa privada
Entrei numas de desarquivar o velho sonho de montar uma assessoria de comunicação. Sonho e necessidade. Mas como este negócio de criar empresa dá um trabalho miserável e custa, resolvi me encostar numa empresa alheia, e me ofereci como sócio-laranja. Dei sorte. Fui aceito para um estágio probatório em empresa de amigos e levei como dote o meu primeiro cliente.
E que cliente. O negócio da China caiu em minhas mãos por indicação de amigos. Benditos amigos! O projeto a ser divulgado é grande, inovador, tem muitos parceiros, faz parte da história da cidade e é daqueles assuntos que você não precisa encher o saco de coleguinhas para obter espaço no noticiário. Ele se vende por si. Entrei de cabeça. Depois de um briefing com o potencial cliente, vasculhei a memória do velho computador e descobri algumas propostas e planos de comunicação que passaram por minhas mãos nos últimos anos. Junto com o virtual sócio fizemos um belo cozido de todas elas, submetemos a amigos. Aprovado. Conseguimos vencer de forma engenhosa o grande martírio de quem vende serviço. Quanto cobrar? Dividimos o pacote em módulos, sugerimos um jornal e um site auto-suficientes, picotamos o preço o máximo possível para também não ficar absolutamente miserável e suspeito por ser barato demais e lá fomos nós vender o nosso peixe.
O cara no primeiro dia nos deu um chá de cadeira de uma hora (claro, ele tinha razão. Um dos patrocinadores havia atrasado e ele optou entre conversar com quem vai trazer dinheiro em vez de perder tempo com quem quer levar algum). Neste segundo encontro sequer apareceu. Havia viajado e esquecido do compromisso que eu, mesmo sendo DDA ou por isso mesmo, não havia tirado cabeça um só momento nas últimas 168 horas, desde aquela longínqua época em que papai Noel era o assunto do dia e quando se marcava o tempo com 2006.
Esta vidinha de iniciativa privada é mesmo uma bosta! Vou acender umas velas também!
Escrito por Marcus Gusmão às 12:25
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Nossa Luísa quebra licuri com nossa amiga Maria e nossa pequena Maria.
“Pra se amostrar”, concluiu Márcia com seu humor franco e hiper-realista. Se amostrar no caso é a explicação direta em baianês para este meu negócio de citar livros, escritores, compositores e outras coisas inteligentes no Licuri.
Não posso reclamar porque eu mesmo abri a guarda. Comecei a dizer que o Licuri me motivava a ler, a pensar, a dar um texto para o meu cotidiano.
E é verdade. Manter um blog é estar o tempo inteiro atuando como correspondente do próprio umbigo, do mundinho que me cerca e também do mundão que vejo através dos olhos dos outros.
Mas o que é mesmo se amostrar? Para além do significado mais evidente, aquele que sugere uma criança a insistir com papagaiadas para chamar a atenção, uma amostra é parte que dá a pista, que pode ser submetida a análise, que revela a natureza do todo de onde ela foi retirada.
Pois é caro leitor, o Licuri é parte de mim. Mas não se engane, verbalizar é dar uma versão. Pobre versão, que se não cometo o exagero de chamar de mentirosa, afirmo que é apenas uma pequena parte. Suspeita.
Portanto, aí de mim ou de alguém que acredite estar diante de mim ao ler este coco pequeno. Está apenas diante de uma versão. Mas ao fim e ao cabo somos mais o quê além de uma versão?
Continuo diante do enigma de Tostines: leio e me interesso pelas coisas para escrever no Licuri ou escrevo no Licuri para me motivar a participar do mundo?
As duas coisas. Mas o tempo e o exercício cotidiano vai me trazer a habilidade de não sair de mim, de não sair do meu momento para escrever.
Li uma matéria interessante na Vida Simples sobre o impacto as novas tecnologias no nosso cotidiano e o cara cita o americano Howard Rheigold, que estuda o assunto: “Tanto uma câmera digital como a analógica exigem que o indivíduo se distancie do momento para fotografar...” E aí ele tocou num ponto que me intriga. Quem já foi escalado para fotografar um casamento, batizado ou até mesmo uma reunião de amigos sabe que tem que “sair” dali enquanto fotografa. Sempre desconfio que aqueles bandos de japoneses por detrás das suas máquinas mundo afora acham mais importante fotografar e mostrar a foto do que estar ali. É como naquela velha e boa piada machista que diz que não adianta comer Sharon Stone numa ilha deserta se você não pode contar pra ninguém.
No parto de Maria, o anestesista me perguntou pela câmera. “Parei de ser japonês”, disse a ele, enquanto segurava a mão de Soraya. Perdi a foto mas ganhei presença. Lembro que desperdicei segundos preciosos no parto de André em busca dos botões da máquina emprestada de última hora. É legal ter as fotos, o registro, principalmente para eles, quando crescerem. Daria tudo por uma imagem da hora em que nasci.
Vai ser bacana daqui a alguns anos repassar o cursor por este texto e relembrar. Aqui neste Licuri estão registrados os aniversários de todos, os momentos especiais, um naco da minha visão de mundo e um pouco dos meus amigos neste aqui e agora, que como já disse Gilberto Gil é o melhor lugar do mundo.
Escrito por Marcus Gusmão às 10:48
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Meus links ao lado estão bombando. E quando alguém escreve o que eu tinha vontade de escrever só me resta copiar e colar. É o caso deste post de Juliana Cunha, do Filosofia de Privada:
Outro valor mais alto se alevanta
Eu ia começar o texto dizendo "enquanto egocêntrica", mas prefiro explicar de uma vez por todas que eu não sou egocêntrica, me encaixo neste adjetivo trivial somente enquanto não invento um bom neologismo para me explicar. Eu não sou egocêntrica, os egocêntricos acham que o mundo gira em torno de seus umbigos. Eu tenho convicção de que somente meia dúzia de pêlos me órbita o umbigo. Na verdade, estou certa de ser uma das pessoas menos importantes do mundo. Acontece que este é justamente o problema do mundo: não me dar a devida importância. O mundo não gira ao meu redor... E por isto ele é uma porcaria. Egocêntricos pensam que o mundo gira ao seu redor, eu penso que ele deveria girar. Egocêntricos passeiam pelas ruas se julgando alvo dos olhares, dos cochichos. Eu não, sei que não tem ninguém olhando ou comentando sobre mim simplesmente porque as pessoas não têm capacidade de se interessar por um assunto tão importante quanto eu. Elas se interessam apenas por questões imbecis e é por isso que o mundo é este lugar tenebroso, cheio de meninas morrendo com trinta quilos, milésimo filme da Xuxa e guerras por causas obscuras (se ainda fossem por mim!).
Veja o restante lá no blog dos garotos...
Escrito por Marcus Gusmão às 17:38
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 Pulei mais uma fogueira neste imponderável universo de funcionário público. O Diário Oficial do Estado traz hoje, finalmente, minha tão necessária Estabilidade Econômica, denominação curiosa para distinguir funcionários públicos que alcançaram a gloriosa marca de 10 anos em cargo comissionado. Ou seja, você engole sapo durante dois quinquênios e ganha o direito de manter um salariozinho mais ou menos. Agora, mais do que nunca, eu me sinto aquele típico funcionário dos contos de Chekov. Quem diria Marcus Gusmão, acabou no D.O, sacramentado como barnabé estável.
Falar em engolir sapo, antes de casar e ter filhos eu nunca havia tirado férias, isso já aos 33 de idade. Por quê? Porque até então eu preferia ser free lancer e das vezes que tentava enfrentar uma rotina diária nunca agüentava o suficiente para ficar um ano completo. Filho provoca milagres!
Falar em filhos e em casamento não adianta Maria sacanear, dizer que é porre de melancolia, mas é realmente foda abrir a porta e encontrar a casa do mesmo jeito de quando a gente saiu. Tudo no mesmíssimo lugar. Porra, quem tem pelo menos um bicho qualquer em casa sabe o prazer de ter quem faça festa pela nossa chegada. E confesso que eu estava mal acostumado com a minha renca, como naquela música do Ara keto...
Mas amanhã pego a estrada de novo de Iaçu e vou tomar banho de rio com eles.
Afinal de contas estou finalmente de férias. Por 15 dias, mas estou.
E eu morro de pena do editor, acho que herrar é umano. Mas a Tarde extrapolou hoje com a seguinte manchete na página 19:
“Boeing sumido não foi achado”
Fico a imaginar a manchete de amanhã, que bem poderá ser otimista: “Boeing achado é o que sumiu”
Ou pessimista:
“Boeing achado não é o sumido”
Falar em jornal e jornalistas achei duas alfinetadas sobre a profissão no início no livro “As intermitências da Morte”, de Saramago (é sim, aquele que ganhei no dia dos pais do ano passado e que ainda estou na página 14).
Ao entrevistar um velho que não havia morrido a moça trocou “como se tivesse arrependido” por “arrependeu-se” e provocou a maior confusão: “Umas quantas luzes de sintaxe elementar e uma maior familiaridade com as elásticas subsutilezas dos tempos verbais teriam evitado o quiproquó...”, espeta o portuga.
O mais interessante é que os leitores embarcaram no equívoco da moça, como costuma acontecer na vida real, e a confusão ficou maior ainda.
Mas eu aqui não vou ficar contando o livro... só adianto o segundo trecho: “O boato (de que as pessoas não estavam mais morrendo), cuja fonte primigénia nunca foi descoberta....não tardou a chegar aos jornais, à rádio e à televisão e fez espevitar imediatamente as orelhas a directores, adjuntos e chefes de redação, pessoas não só preparadas para farejar à distância os grandes acontecimentos da história do mundo como treinados no sentido de os tornar ainda maiores sempre que tal convenha (grifo meu).
E o jornal mais lido da semana nesta Bahia é o Diário Oficial, especialmente o item Decretos Simples do governador, onde são exonerados os velhos e nomeados os novos (ou o contrário) barnabés comissionados.
Escrito por Marcus Gusmão às 15:47
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Baía de Todos os Santos. Ao fundo, Salvador. Ou cidade da Bahia.
Passar o ano novo na ilha. Não tem convite melhor de fim de ano. Ainda mais se for para passar ao lado de alguns dos melhores amigos, bebendo de bem com a vida, como diz aquela aquarela de Toquinho. Embarcamos a família margarina no corsa azul, modelo último ano do milênio passado, e vencemos com louvor os 220 km de buracos e curvas que separam Iaçu do mar, no penúltimo dia do ano. O trecho Amargosa – Santo Antônio é um dos mais sinuosos que dirigi na vida. Com medo e extasiado com a paisagem de fim de tarde. A partir da ponte
do Funil, que liga o continente à Ilha de Itaparica, as placas e os entroncamentos fizeram passar um filmezinho:
Berlinque, Ponta de My Friend, Barra Grande, Barra do Gil, Salinas... Nomes que fazem parte da memória afetiva de
qualquer alma que tenha vivido a adolescência entre a segunda metade dos anos 70 e a primeira dos anos 80 na Bahia. Hoje a classe média se virou para o Litoral Norte e para a ilha continuam indo os muito pobres e os muito ricos.
O engraçado é que naquele tempo, tempo de praias ainda desertas, eu não gostava da ver Salvador desde a Ilha. É como se eu não tivesse viajado, não tivesse largado a vida urbana. Desta vez achei belíssima a imagem da cidade da Bahia, no outro lado da Baía. Principalmente na noite de 31 quando os fogos mudos e distantes subiram desde a Ribeira até o Farol da Barra. Viva 2007.
Escrito por Marcus Gusmão às 12:33
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BRASIL, Nordeste, SALVADOR, PITUBA, Homem, de 46 a 55 anos
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