Licuri


 
Recebi este folheto há pouco na sinaleira da Nossa Senhora da Luz. Como a cabocla resolve todo e qualquer problema e ainda outros que porventura não estejam na lista, resolvi passar adiante. Quem sabe você não precisa?

Portal do pequeno coco informa: tem post novo no Dia-adia e no Licuri no Picadeiro.



Escrito por Marcus Gusmão às 10:18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




carlospaez
Diário de um DDA ou dia-adia.

Claro que ninguém pode esperar escritos diários de um DDA. É da sua natureza adiar ou postergar - para usar uma palavra mais bonita. Claro que ninguém pode esperar o cumprimento de uma promessa de um DDA. Apesar de honesto e bem intencionado ele não dispõe de um hipocampo pagador de promessas.

A idéia inicial era  um post gigantesco com todas as pendências. Com  todos os projetos esquecidos antes de começar, parados no começo, deixados pela metade, quase concluídos e abandonados, concluídos com sucesso e desprezados.

Veio novamente a idéia do suicídio. Alias, de uma chacina licuricida: matar o  Licuri e os seus oito derivados:  Licuritura, Visuáudio, Licuri no Picadeiro, Exu, Mercúrio e os dois lados do Balcão, Abatutta, Licuri em Famíla e  Maringá, Maringá.

Não, não teria coragem. É covardia transformar o pequeno coco e seus derivados em bode expiatório das minhas impossibilidades Então pensei  e resolvi dar um tempo em todos, entrar de blogosférias. O vício não deixou.

Então encontrei a solução: ampliar o problema. 

Leia mais no  Dia-adia - o diário de um DDA.

 



Escrito por Marcus Gusmão às 00:02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




nestelugarhaviaumconviteparaofilmedealmodovar...

fotogenetic

...masoprojetôde35mmquebrô...

 

 

Almodóvar é um Chico Buarque de saias.

 

Quer saber como eu cheguei a esta conclusão?  Aqui.

 

P.S. Não haverá a sessão das 20 horas desta sexta, nem também no feriado de 1o de maio.

 

 



Escrito por Marcus Gusmão às 18:58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




1/2 Caravaggio

 

Barbeador em punho,  não me reconheço 

Cadê a criança que habita em mim?



Escrito por Marcus Gusmão às 14:24
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A History of Prostitution
Ainda não foi desta vez

Foram tantos e tão variados os conselhos para eu passar a exercer a profissão mais antiga e ir para a pista recuperar minha perda salarial na orla de Salvador que minha auto-estima foi lá pra cima: senti que mesmo com o peso e a  idade meu sex apeal ainda está bombando. Mas, sorry, não vai ser ainda desta vez e este blog tem parte da culpa.

Resolvi emitir novamente spam e disparei a seguinte mensagem para 170 endereços. O resultado: mais de uma centena de visitas, oito comentários e um e-mail com um convite para um frila.

Com mais este trabalho extra, meus principais credores no vermelho -  Coelba,  Telemar e  Caixa Econômica -  terão sensível melhora nos seus balanços mensais. E os meus admiradores que me queriam na pista vão ter que esperar mais um pouco.



Escrito por Marcus Gusmão às 07:37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Para o otimista, sete oportunidades. Para a terra, sete voltas.

Para os jogadores, um sete de espadas.

 

 

 

Agora procure ter sete horas de sono, que amanhã, às 7 da manhã você receberá uma ligação com sua próxima dica.


                             ass.: o curinga

 

Atualizado em 24 de abril:

 

Analivia: apenas subloquei o Licuri para uma jogo, para uma brincadeira. O que um não faz para atrair leitores?

Meu desafio foi escrever um post que contivesse o número sete e a deixa do sete de espadas. Então lembrei deste comercial de lançamento da revista Época que fez a minha cabeça e a dos jurados do Clio Awards. A revista não deu em nada, mas o comercial marcou época e ainda gerou este trocadilho infame.



Escrito por Marcus Gusmão às 19:42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




floramediator.blogspot

Vida de Barnabé

 

Há dois dias só penso em dinheiro. Aliás na falta de dinheiro. A responsável é uma senhora muito simpática da Uneb, que também foi muito simpática (e, agora sei, incompetente), quando calculou meus novos vencimentos a partir de janeiro, quando adquiri estabilidade econômica.

Fui informado por ela na sexta, num telefonema cheio de desculpas, que houve um equívoco e que na verdade meu salário é 20% menor do que eu vinha recebendo desde janeiro.

Mais notícia boa?  Vou ter que devolver, em módicas prestações, o que recebi a mais nestes três primeiros meses.

Ou seja, além de diminuição do salário, arranjei mais uma dívida.

Alguém aí sabe de um trabalho de meia-noite às seis da manhã?



Escrito por Marcus Gusmão às 11:25
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




TCA

Nosso Bolshoi Teatro

 

Três coelhos de uma só: puxei o saco da Picolino, da Secretaria da Cultura e o meu próprio.

Confira no Licuri no Picadeiro o texto sobre o espetáculo de Domingo passado, publicado
ontem na página de Opinião de A Tarde.

 

 



Escrito por Marcus Gusmão às 06:36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pescarias da MadameK:

 

- Eu escrevo sem esperança  que... o que eu escreva altere qualquer coisa.

- Então por que continuar escrevendo Clarice?

- E eu sei????

'

Veja as outras 4 partes da entrevista no YouTube



Escrito por Marcus Gusmão às 08:34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




tibeu.blogs.sapo.pt

 

Eis uma boceta portuguesa com certeza

 

Copiei Juliana Cunha outra vez. Desta vez sem querer e sem saber. Já não lia Filosofia de Privada há algum tempo e ontem ao colocar a leitura em dia me deparei com este post, do dia 17 de abril, que fala justamente  do casal  Rui e Pisdá, tratado aqui no dia seguinte como pretexto para eu exibir meus conhecimentos de palavrões eslavos. Uma coincidência do ...

Copio  novamente (agora é cópia mesmo) porque é divertido e traz a ótica feminina para o eterno tema sobre o quanto tempo que eu tiver pra mim é pouco pra dançar com meu benzinho numa casa de reboco. Confira:

 

 

Caralho instantâneo

(crédito da figura)


De acordo com a Globo News, a média mundial de duração do sexo é de 18 minutos. A do Brasil é 21. Aí Faustão diz "três minutos é minuto pra caralho". Só se for pra caralho, porque pra buceta não é não.

Odeio revisores de filigranas e não resisti a um/uma tal de anonimia que protestou contra a buceta num comentário que se seguiu ao post. Queria boceta, de acordo com o dicionário. Escrevi então o seguinte comentário:

“Anonimia, minha linda:
Boceta é igual a veado. Não parecem aquilo que nominam. Uma buceta só é buceta se for chamada de buceta. O mesmo acontece com o viado. Querer chamar buceta de boceta parece coisa de viado.” E aí?



Escrito por Marcus Gusmão às 14:53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




  cienciahoje

O palavrão é uma das coisas mais deliciosas da língua. É sexo verbal. Serve pra expressar amor e ira. Vai direto ao que interessa, ao que de fato importa.

Quantas variações você conhece  da palavra nariz?

Eu não conheço nenhuma.E do que você tem no meio das pernas?

Só conheço mais duas: rótula ou patela. E essa última só depois dos 40,  quanto tive uma tal de condromalácia patelar, que pode ser traduzida como uma dor filha da puta no joelho.

Mas se você pensou  o que sugere de fato esta perguntinha velha do universo obsceno das adivinhações infantis, aí vai pra mais de duzentas e olhe lá. Fora as customizadas, criadas especialmente por cada casal. Essas são segredos de alcova.

Todo este palavrório é só para introduzir, epa! - o próximo post.



Escrito por Marcus Gusmão às 13:52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

Hoje senti alegria semelhante à de Ronaldo. Minha notícia não conquistou a manchete mas o alto da capa do jornal e o alto de página ímpar. Minha notícia??? De fato, sou anônimo na matéria mas ela nasceu aqui no Licuri. Que bom que o jornal deu a atenção necessária ao assunto. Pena que na edição impressa não saiu uma linha sobre a história de Manuel Faustino. O foco foi mais policial do que histórico. Veja aqui a história do cara na edição on line.

 



Escrito por Marcus Gusmão às 12:45
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




I had an abortion womenonweb.org
Haverá um baby boom em Salvador no próximo verão. O jornal
A Tarde de hoje detonou duas das mais movimentadas clínicas
de aborto da classe média de Salvador. As duas seguramente
estarão fechadas hoje. Começa a cair em público o véu da
hipocrisia. E aí?



Escrito por Marcus Gusmão às 12:43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 Munch. anomalias.weblog.com.pt

Má notícia boa - Continuo mais que falido, com muitas contas atrasadas, energia dentre elas. Mas a manchete sobre o aumento de 5,5% na conta de energia  no jornal A Tarde de hoje me alegrou. Dessas alegrias banais, alegria pelos outros. Quem é jornalista sabe do prazer de ver sua matéria se tornar manchete do dia. Foi o que aconteceu com Ronaldo e eu posso imaginar a sua alegria contida, já que ele não é de dar bandeira, e o nariz (e que nariz) empinado ao entrar na redação fazendo de conta que nada aconteceu. Parabéns, Ronaldo.

Má notícia péssima - Talvez eu não tenha nenhuma certeza absoluta. Também  não gosto de ficar em cima do muro. Assuntos como aborto, pena de morte e cotas nas universidades me exasperam ainda mais porque não me permitem um mínimo de convicção no contra ou no a favor. Fundem a minha cabeça. São como aqueles desenhos feitos para confundir. Você vê uma coisa mas ao olhar mais atentamente vê outra, e outra, e outra.

O jornal A Tarde de hoje traz também a foto de uma jovem negra sentada numa cadeira de delegacia, cabeça baixa, tensão denunciada pelas mãos entre as pernas e os dedos dos pés dobrados pra dentro na sandálias havainas.

Ela está presa  há 21 dias na cidade de Sapeaçu por ter cometido aborto, depois de tomar uma “injeção” e um coquetel de chá.

Suicida fracassada desde os doze anos, namorada eventual do pai da criança (que tem namorada) Jaciara Jesus é o mais perfeito retrato da nossa hipocrisia social e judiciária.



Escrito por Marcus Gusmão às 10:14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




pisenagrama.com

Sem comentários

 

 

Não tem explicação. É como decidir voltar a caminhar pela manhã na Orla. Ou a não comer mais torta de chocolate com coca-cola no bar do Careca. Ou a ler os livros que preciso  há alguns meses para iniciar o trabalho mais importante que me propuseram na vida. Ou fazer o que foi planejado e não o que dá na telha.

Tem coisas que a gente faz quando não quer ou não pode ou não deve ou não faz quando mais quer  e até pode e precisa muito que são regidas pelo inexplicável.

Tudo isso é para tentar entender por que diabos passo um tempo sem responder os comentários neste blog.

Sei que Paulo Galo vai me chamar de gosmão mas repito  a ladainha: volto quinhentas vezes a um blog quando faço um comentário para conferir se e como a pessoa reagiu à minha opinião sobre o que ela escreveu. E já me desinteressei por alguns blogs por não ter tido a atenção que desejei naquele momento. Volto quinhetas e uma vezes a este  blog para ver se alguém comentou o último post.  E ganho o dia com a presença dos benditos comentários, como os últimos sobre a Praça da Piedade e do desencontro com Ricardo Castro, por exemplo.

Tem então alguma razão lógica  para eu não responder? Não.

 

Um blog tem três sinais vitais: o post, a visita e o comentário. Sem um destes está morto.

Mas Ana Lívia acabou de me acordar. Vou recomeçar a responder. Já Comecei.

Só não responderei aqules que de fato não carecem de resposta, nem de palavras adicionais como a foto que ilustra este post.

“Como diria aquele cantor perneta, daqui pra frente tudo vai ser diferente!”

 

PS. Vi esta maldade aspeada numa matéria na internet um dia e achei um absurdo. Estou aqui repetindo a infâmia. Como a gente muda!



Escrito por Marcus Gusmão às 11:41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




www.itcdu.com.br

Tenho uma relação pra lá de esquisita com o sucesso. Passei mais de um mês encafifado, buscando meios de divulgar o espetáculo da Picolino no TCA. Tinha uma meta: lotar o teatro. E batizei este desejo como projeto 1554, número de poltronas da grande sala. E resultou duas vezes o desejado, com sessão extra também esgotada. Um público mix total, de professor doutor a sem-escola; de classe média  a assalariado de mínimo.

Sigo com este papo lá no Licuri no Picadeiro. Pra não me cahamarem de incutido. Enfim, domingo no TCA foi do caralho.

 

Falar nisso, aproveitando a deixa par mudar de assunto -  já que está proibido falar de circo aqui - esta expressão traduzida para o russo seria dita com a outra personagem do casal. Buceta em russo é pisdá. Pica é rui. Se você quiser saudar uma coisa como boa, legal, usa pisdets, derivado de pisdá. Se uma coisa é ruim, então é da ruiá, derivada de rui.

Portanto numa tradução livre, em vez de sair por aí dizendo que uma coisa é do caralho, podemos passar a saudar esta tal boa coisa xerecosa!

Outra curiosidade lingüístico/pornográfica é que em russo você não manda uma pessoa tomar no cu, você manda ela se dirigir, com ênfase. Portanto, se quiser encaminhar alguém em russo, use também o verbo ir no imperativo (idi) e  diga: Idi na rui! (é “na” mesmo, como em português). Licuri também é alta cultura russa!

 

P.S  - brasileiros chamados Rui  são chamados de Rrrrui,  r pronunciado com a língua tremulando no palato, como em braço, prato, crato. Nunca como nós baianos, com a garganta, como em Rita, rua, rato;

 

PS 2 – quem vê assim pensa que domino russo. Não domino, apesar de ter passado um ano e 10 meses por lá. Problema de memória e falta de aptidão para línguas.

 

PS 3 não, não vou criar mais um blog para falar de meus tempos de Moscou, entre 1983 e 1985. Pretendo escrever sobre isso, e muito, no Maringá, Maringá.



Escrito por Marcus Gusmão às 08:36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




musicwithease

Desencontro de sertanejos e um novo blog

 

Estava todo suado, agoniado,  tentando encontrar a saída das catacumbas do TCA quando esbarro de frente com uma cara conhecida de jornais e do palco. Numa fração de segundos incorporei o sertanejo num encontro de feira livre. Abri o sorriso, estendi a mão e a guarda e fiz uma pergunta/afirmação sertaneja:

_Você é de Conquista, né?. _ Marcus Gusmão. Eu também sou de lá e já lhe entrevistei por telefone quando você vinha aqui de vez em quando...

Não posso dizer que o cara foi grosso ou metido. Ele simplesmente não entendeu nada. Estendeu a mão retribuiu com um sorriso meio constrangido e foi saindo de fininho, como se dissesse com o corpo: dá licença que eu estou meio ocupado.

Percebi o tamanho do fora e gelei. Encontrei finalmente a saída e a esta altura já estava com a estatura de um nano micróbio. Fodido e com vergonha. Precisava ter passado por isso?

Planejei vingança. E ela veio à noite na comemoração do aniversário de Nilson, a bordo da seguinte tese:

Porra, Ernest Widmer que era suíço e se abrasilerou, agiria de maneira sertaneja, me acolheria -  eu fã abestalhado -  me daria  uma oportunidade de papo, como na vez em que fiz a minha melhor entrevista, nos seus 70 anos de vida. Ricardo Castro, sertanejo e conquistense como eu, virou suíço, incorporou a estrela internacional a que tem direito e se comportou com a frieza de um legítimo suíço diante de um caipira gordo, sudorento e esbaforido.

Mas como todo episódio na vida tem suas conseqüências, acabo de criar um novo blog, o Abattuta, antigo sonho que tem a ver com Widmer e Ricardo Castro.

Por  quê? Porque um noturno de Chopin vale sempre, independentemente se o cara que toca é simpático ou não.

E o cara é fera em Chopin. E, de quebra, ainda gravou o trenzinho do Caipira com Antonio Menezes. Ouça aqui.



Escrito por Marcus Gusmão às 14:54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Sinto uma inveja absurda destes poetas, 

que dizem tudo em três versos.

 

 

desfazer minhas malas

e lavar as roupas sujas

do barro que me limpou

 

Da volta, de Anadora Andrade

 



Escrito por Marcus Gusmão às 10:11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Desde a madrugada de 11 para 12 de março levaram o busto de Manuel Faustino dos
Santos da Praça da Piedade. É de Lascar. O cara é preso, enforcado, esquartejado
e mais de duzentos anos depois ainda vem um infeliz e rouba seu busto. E o pior,
ninguém se dá conta, ninguém protesta. Já vai pra mais de um mês e nada. Leio
jornal todo dia e não soube. Liguei para a redação de  A Tarde e conferi com Mariana
Góes. Ela também disse que não se lembrava do jornal ter registrado. Liguei para o
Correio da Bahia e Ana Cristina também não se lembra de nada. Portanto o Licuri
inagura agora uma campanha pela recuperação do busto de Manuel Faustino.
Para suprir a falta e compor a foto em forma de protesto, convenci Jairo dos Santos,
natural de Salvador, do bairro da Boca da Mata, que dava um tempo na vida ali na
praça,  a ocupar o lugar do original. E ele topou com muito orgulho.
Ainda estão
na praça da Piedade os bustos de João de Deus Nascimento(foto), Luis Gonzaga das Virgens
e Veiga e Lucas Dantas do Amorim Torres, todos pobres e negros, os únicos que pagaram
com a vida a ousadia de lutar pelo fim da escravidão. No pedestal está apenas (ainda) a
placa de bronze:





Escrito por Marcus Gusmão às 15:18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Fui ao São Google e à Santa Wikipedia e busquei esta imagem e um
pouco da memória da Piedade. Ela virou praça na metade do século
 
XVII. O Gabinete Português de Leitura e a Igreja de São Pedro são de
1917. Resolvi então checar a praça por dentro e fotografar a fonte
luminosa que veio da França em 1931 e que me impressionava muito
quando eu era mais menino (foto abaixo). Foi aí que constatei um
fato que valeria primeira página de jornal mas que segundo o pessoal
da praça só deu na Rádio Sociedade. Roubaram o busto de Manoel
Faustino dos Santos Lira, um dos quatro mátires da Revolta dos Alfaiates.
Veja no próximo post, acima.

 



Escrito por Marcus Gusmão às 14:41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Praça da Piedade

Esta praça tem um igreja de São Pedro, uma Igreja da Piedade, um instituto  histórico, um
prédio de polícia estilo gotan city, um gabinete português de leitura, uma faculdade de
economia, umas lojas, um Bradesco na esquina, uma fonte luminosa no meio, um gradil de
Mário Cravo Caribé, um resquício do poeta Castro Alves, uns gritos dos poetas da Praça, uns muitos
aposentados, um pouco da minha infância, um pouco da minha adolescência, um pouco de
mim agora.

Cada um destes uns dá um post. Começo por um pouco de agora, por esta foto. Tenho testado
os caminhos que levam ao novo trabalho. Pelas Avenidas de Vale são  14 ou 15 km. Pelo roteiro
do ônibus, via Orla, Federação, Campo Grande, Avenida Sete  e Piedade são 11 km. O percurso
é menor mas tempo é bem maior, no relógio e nas lembranças.

Graças à sinaleira, para o carro na esquina. O display da máquina está queimado. Trago então o
visor para o olho esquerdo e disparo à moda antiga, com a máquina encostada no rosto.
Deu tempo de esperar o cara que vinha andando entrar na foto, para que ela não ficasse
completamente desabitada.
Não deu para conferir o resultado na hora. Sigo então em frente a admirar o céu azul e
esta cúpula,  que dá um toque árabe à praça, como um ladrilho no mosaico das lembranças
da nossa ancestralidade moura. Este é um post emotivo, feito na madrugada, sem internet.
Amanhã talvez redija um mais informativo sobre esta igreja, com a ajuda de São Google.



Escrito por Marcus Gusmão às 06:42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




'
Assim como eu quando descobri como colocar vídeo do
You Tube  no blog, Kátia  vive em overdose. Pesquei dela
este aqui, bastante divertido. Confira os outros 3 milhões
e quinhentos mil vídeos lá no
MADAMEK.



Escrito por Marcus Gusmão às 19:29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Saber a cidade onde nasceu o presidente Lula é fundamental

para o desempenho das funções de Auxiliar de Serviços Gerais
da Prefeitura de Iaçu, que fez concurso público para escolher
os novos 360 ocupantes do cargo, com salário de R$ 350.
O resultado vai sair por estes dias, mas a prova está dando

o que falar na cidade.

O candidato que na véspera do concurso passou aqui na Matrix
Lan House, na praça da matriz, e consultou a biografia do
presidente no site da
Presidência da República foi para a
prova sabendo que nosso presidente nasceu em Garanhuns.

 

Nananinanão. Segundo  Instituto Baiano de Assessoria e Pesquisas,
que se apresenta como “Excelência em Material Humanos”(sic)
e que também vive em dúvida no próprio site se Iaçu tem ou não tem 
acento no u (se aquele monossílabo para onde se manda tomar na hora da
ira não tem acento, por que Iaçu haveria de ter?)
nosso presidente nasceu
em Caetés, que hoje é cidade mas na época, seu burro e desinformado,

era distrito de Garanhuns.

Mas para servir cafezinho ao prefeito e limpar os colégios de Iaçu, além de
saber o nome do distrito onde nosso presidente nasceu, o sujeito tem
que saber também que Hitler criou um “movimento” (sic) chamado nazismo,
e também qual “o período dado entre a realização dos jogos Pan-Americanos”.
Que diabos será período dado entre a realização de alguma coisa?

Uma uma última pergunta: quantos estes caras ganharam da
Prefeitura de Iaçu para
promover este festival de asneiras???????

Atualizado no domingo de páscoa: pergunta boba esta aí de cima.
A prefeitura não pagou nada. Quem pagou, e caro, foram os candidatos.

Inscrição a R$ 30, 00, estimativa de uns 3 mil candidatos, por baixo. Portanto
R$ 90 mil no caixa do analfa Ibape, que deve ter gasto uns R$ 5 mil, no máximo.

Vou abrir uma empresa para aplicar concurso!

 



Escrito por Marcus Gusmão às 20:59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Se arreparasse, se arreparasse há mais tempo...

Aproveitei a Páscoa em Iaçu/Macondo para providenciar nas águas do Paraguaçu
a prova dos nove da origem dos que lindos olhos, que lindos olhos de Maria.
Pelo menos a origem materna está comprovada. Este é seu Rubem Reis, voinho
de Soraya, que  na próxima segunda completa 86 anos.



Escrito por Marcus Gusmão às 14:20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




stencilkingdom.com 

Aproveito a Páscoa também para colocar o Maringá, Maringá
em dia. Confira lá nas minhas e-memórias a convulsão de
Luísa, que nos levou a correr pelas ruas do Costa Azul
que nem doidos...


Escrito por Marcus Gusmão às 14:07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Se de 100 eu tiro 100, com quanto fico?

 

A internet me ensinou a conviver melhor com os meus erros. E com os dos outros também. Mas quando o erro vem de quem tem certa pose, de quem de algum modo está numa posição destacada, fica engraçado. Veja por exemplo o segundo parágrafo da matéria de capa do caderno Digital de A Tarde de ontem:

“Alguns usuários descobriram os cartuchos remanufaturados... que  chegam a custar, em alguns casos, 100% menos que os originais”



Escrito por Marcus Gusmão às 13:01
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




10.006

 

Dez mil e seis visitas e 423 comentários desde 18 de agosto de 2006. Comemoro. Sei que este contador do UOL é meio esquisito, conta nossas próprias entradas e quando são acessados os posts antigos pelo mesmo visitante. Noves fora esta distorção, mesmo que o número real esteja em torno torno de 7, 8 5 mil, já uma quantidade de leituras bem  razoável. E não posso me queixar também do número de comentários nem da qualidade dos comentadores. Mesmo que a metade tenha sido de Márcia, Ana Lívia, Nilson e Paulo Galo, também é um número razoável!

Enfim, obrigado a vocês. E que Deus me dê muita saúde paz e insônia para manter também vivos os demais cinco seis cocos deste cacho. Valeu!

Escrito por Marcus Gusmão às 17:19
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




young...

Nós somos jovens, jovens, jovens...

 

Enquanto  falava para a sala lotada, buscava apoio em algum olhar de cumplicidade, algum olhar que me desse o mínimo retorno. Nada. Se fosse há uns tempos me sentiria a pior das criaturas, um incompetente,  buscaria em mim as razões do meu fracasso. Preferiria que fosse assim. Mas não é. Acho que problema é mais deles do que meu.

Passei o fim de semana matutando o que falar, pesquisei, estudei, emendei informações, construí um arrazoado que incluía desde o trecho da carta de Caminha, que revela o espanto do Português com  as bucetas expostas das índias, passando pela representação do novo mundo aos olhos dos visitantes nos séculos que se seguiram ao descobrimento, pela criação de Carmem Miranda e Zé Carioca, pela formação de nossa memória audiovisual através do cinema até os nossos dias. Falei do filme O olhar Estrangeiro, de Lúcia Murat,  e dos clichês sempre presentes na maior parte dos filmes sobre o Brasil. Tá certo, tudo pescado do google. Mas costurei as informações, fiz conexões, tentei levar a discussão para o campo do simbólico, do papel que a dimensão simbólica representa no mundo contemporâneo, a partir do artigo de Elaine Norberto. Juro que não falei difícil, juro que não usei o bolodoro acadêmico, até mesmo porque não sei usar.
Eles simplesmente se recusaram a rodar na minha sintonia. Como diz aquela velha máxima, comunicação não é o que você fala, mas o que os outros entendem. Acho que eles não entenderam nada. Pior do que isso, parecia que não havia interesse em entender.  E aí senti na pele o sofrimento de Soraya com os alunos delas do segundo grau, de alguns amigos que ensinam em faculdades e sentem todos os dias o mesmo que senti ontem.

Fui apresentado como jornalista, para falar numa mesa redonda aos alunos de Turismo da FIB sobre o filme Turistas, ao lado de um cineasta, de um professora americana da própria faculdade e de um representante da Bahiatursa. A única pergunta que me dirigiram ao final foi para questionar a tal mídia que só se interessa por fofocas. Tem culpa eu? Quase respondi.

Mas aí você me pergunta, quem é e quem foi você cara-pálida?

Sou um jornalista sem títulos e sem prêmios. Tenho apenas um MBA caça-níquel da FGV, pago por você, via fazenda estadual, como já contei aqui. Fui um estudante medíocre da Ufba, tive professores muito ruins como Jonicael e Sérgio Matos. Outros bem-sucedidos profissionalmente,  mas que chegavam lá davam seu recado e se picavam como Florisvaldo Matos,  Ruy Espinheira e Fernando Passos. E a companhia de colegas brilhantes como Luis Marfuz, Paulo Leandro, Cláudia Silva, Luciana Pinto. Passava sempre arrastado, conclui o curso em seis semestres  e em todos houve greve. No último semestre, em 1985, peguei onze matérias e me formei, Deus sabe como, já que fazia estágio em dois lugares.

Enfim, vinte e tantos anos depois de freqüentar aquela escola de datilografia, como bem definia a EBC uma pixação nos seus muros, voltei a uma faculdade ontem para falar com alunos. Ocupei o lugar do professor medíocre e mala ao me dirigir para  pessoas desinteressadas na minha conversa.

Quem seria eu no passado, ali naquela condição de “professor”? Quem seria eu e meus colegas ali naquela platéia?



Escrito por Marcus Gusmão às 08:12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 ocultopedia.com

Asmodai, o velho rabino e o jovem Grant

 

Sempre admirei o rabino Henry Sobel. Ontem vi o líder religioso no Jornal Nacional reduzido à mais comezinha condição humana, a tentar explicar que ele mesmo não tinha explicação e nem entendia. E  pediu perdão. E assumiu. Continuo admirando o cara. Claro, você pode dizer: velho safado, se a notícia não vazasse talvez ele jamais viesse assumir em público o que fez. Mas mesmo assim admirei o cara despencado do pedestal, homem comum e pecador que cede ao asmodai que nem eu e você de quando em vez. Da mesma forma que entendi Hugh Grant, flagrado com botija na boca de uma divina piranha. Eu nem admirava Hugh Grant,  mas vi ali também a condição humana se manifestar e contradizer a nossa lógica de quem  vê as coisas de fora e nunca vai entender: o cara rico, bonito, casado com uma mulher maravilhosa, com as demais mulheres aos seus pés, de repente sentiu uma tremenda carência  numa madrugada e correu atrás de uma paga pra lhe tirar da solidão com um bola-gato*.

 
* Vi essa expressão no Jô: se você não sabe o que é leia as duas palavras em inglês rapidamente.



Escrito por Marcus Gusmão às 15:04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, PITUBA, Homem, de 46 a 55 anos
Histórico
    Outros sites
      Estou agora aqui



    O que é isto?